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O exorcismo de Rafaela

12 mar

Só o MP para frear a personagem que é um péssimo exemplo para qualquer ser humano.

 

MP do Rio abre inquérito para proibir maldades de Rafaela em ‘Viver a Vida’

Quinta, 11/03/2010 – 13:21h

 João Miguel Júnior/TV Globo
Klara e Taís na cena em que Rafaela conta para Helena que sabe do beijo entre a modelo e Bruno (Thiago Lacerda)
As maldades de Rafaela na novela “Viver a Vida”, da Rede Globo, chegaram ao Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro, e Manoel Carlos pode ter que mudar o rumo de Klara Castanho na trama.

Em conversa com o TE CONTEI, a procuradora Maria Vitória Sussekind Rocha, responsável pelo caso, alegou que o papel da menina, de apenas 9 anos, pode influenciar seu próprio comportamento e de outras crianças.

“O inquérito está sob sigilo. Todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas. O objetivo é o bem-estar da menor. Interpretar uma vilão pode gerar danos psicológicos para a própria criança e para outras crianças que assistem à novela”, disse.

Antes mesmo da trama começar, Klara Castanho já era alvo do Ministério Público. Apontada como vilã, a menina iniciou sua participação de forma discreta e aos poucos mostrou suas maldades para o público.

Procurada pelo TE CONTEI, a assessoria de imprensa da Rede Globo informou que a decisão ainda não chegou ao conhecimento dos responsáveis pela atriz mirim. Fontes do TC afirmam que o inquérito corre na justiça desde novembro de 2009.

Ainda de acordo com a assessoria da emissora, na audiência realizada na quarta-feira, 10, um novo prazo foi fixado para que haja uma discussão interna sobre o assunto. A Rede Globo pode assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para que a personagem não pratique novas maldades.

Por Naiara Sobral e Annie Lattari, do Te Contei  

Fonte: Site do Yahoo.

Discriminação a barba e cabelo afro geram ação do MPT contra Bradesco

15 mar
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O Ministério Público do Trabalho ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra o Banco Bradesco S/A, por discriminação estética e racial. De acordo com o procurador do MPT Manoel Jorge e Silva Neto, autor da ACP, a empresa proíbe o uso de barba pelos empregados, além de impor normas com relação às bancárias, “que não podem usar cabelo natural quando se tratam de pessoas de diferentes raças que não a branca”, como confirma o depoimento de um trabalhador do banco, testemunha na ação.

 A discriminação com base em traço estético foi alvo da atuação do MPT em shopping centers de Salvador, quando diversos estabelecimentos firmaram termos de ajustamento de conduta (TACs), comprometendo-se a corrigir a prática ilegal. O procurador explica que “usar ou não barba, cavanhaque, bigode ou costeleta não mostra nenhuma relação com maior ou menor eficiência no tocante à prestação de trabalho”. Exceção a casos de segurança em plantas industriais, quando a vedação ao uso de barba está vinculada à proteção da saúde e segurança dos trabalhadores. Com a barba, a colocação de máscaras contra o vazamento de gases tóxicos impede total aderência ao rosto.

 No caso da conduta no Bradesco, agravada pelo indicativo de racismo, a ACP ajuizada por Manoel Jorge e Silva Neto obriga o banco a publicar no primeiro caderno de um dos jornais de maior circulação no Estado da Bahia, e em todas as redes de televisão aberta, em âmbito nacional, em horário anterior ao principal jornal de informações de cada rede, a mensagem:

“BRADESCO S/A, em virtude de condenação imposta pela MM. (…) Vara do Trabalho de Salvador, conforme determinação contida em decisão prolatada em ação civil pública sob nº (…), proposta pelo Ministério Público do Trabalho na Bahia, registra que a Constituição de 1988 refere que são direitos de todos os trabalhadores brasileiros a preservação de sua dignidade e proteção contra qualquer prática discriminatória, especialmente aquelas de cunho estético, cumprindo salientar ainda que o BRADESCO S/A, ao reconhecer a ilicitude do seu comportamento relativo à proibição de que seus trabalhadores do sexo masculino usassem barba, bigode, cavanhaque e costeleta, vem a público esclarecer que alterou o seu Manual de Pessoal para incluir expressamente tal possibilidade, porque entende que o direito à construção da imagem física é direito fundamental de todo trabalhador brasileiro.”

 A ação foi distribuída para a 7ª Vara do Trabalho de Salvador, com audiência prevista para o dia 10 de abril de 2008, às 8h50. Julgada procedente a ACP, o banco deve arcar com uma multa diária de R$ 2 milhões, em caso de descumprimento das obrigações. Condenado em sentença final, o Bradesco vai arcar com uma indenização por dano moral de R$ 100 milhões, referente à discriminação por traço estético, e R$ 100 milhões em virtude da prática de racismo. Os valores serão revertidos a instituições filantrópicas com sede e administração na Bahia, indicadas na sentença.
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Trabalho na Bahia
Olenka Machado. – MTb. 17.216/RJ – Tel: 71. 9991-3180
Cristiane Felix (estagiária) – Tel: 71. 9969-9423
ASCOM: 71. 3324-3460
ascom@prt5.mpt.gov.br

Publicado em: 10/03/2008

Fonte: http://www.prt5.mpt.gov.br/

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