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Maquiagem

27 abr

Texto publicado no jornal A TARDE em 27/04/2011, pág. A2.

Confira na íntegra Maquiagem (Formato: Word)

Maquiagem

Após comentário nesta mesma coluna em 04/04/2010 sobre a retirada do calendário da Paixão de Cristo que ocorria no Dique do Tororó no período pascal, e que me rendeu diversos e-mails de apoio, volto a lembrar que as encenações ofertadas pela prefeitura de Salvador este ano serviram apenas de cala-boca para a população local, no entanto, aqueles que dependem do setor turístico continuam à míngua. Repito: O evento, além e ser uma manifestação cultural, continha características únicas capazes de alavancar o setor turístico nesta época do ano e gerar divisas para uma cidade que deveria viver do setor de serviços. Vejamos o exemplo de tantas outras cidades, Exmo. Sr. Prefeito. Não ao retrocesso! Avante! Queremos A Paixão de Cristo no Dique de volta, com a mesma grandiosidade de outrora. FERNANDA BARBOSA, SALVADOR – BA, fernandabbarbosa@yahoo.com.br

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Resposta aos leitores

6 abr

Como estamos em uma democracia, exponho aqui os e-mails que recebi sobre o texto “Religião pessoal x ato de governar”, publicado no Jornal A Tarde, em 04/04/2010, pág A2.

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E-mail:

PAZ!

Escrevo para parabenizá-la pela iniciativa em escrever para o  Jornal, expressando sua opinião. O assunto é muito pertinente e seu “alerta” é muito importante!

Mas porquê poucos se manifestam?

Opções políticas à parte, a “nossa” religião, CATÓLICA, precisa urgentemente de cristãos e fiéis como você! Atuantes, “quentes” na fé ( quiçá fossem frios, mornos o Senhor vomita…).

Temos muitos “protestantes” que fazem gozação com os católicos que não são atuantes. Veja o absurdo que está circulando na Internet, da cantora Ana Paula Valadão:

Precisamos, nós, alertarmos nossos irmãos, e convidá-los também, a serem cristãos mais presentes!    

Continue assim!     

Nesse domingo de Páscoa, veja que lindo vídeo, é a 5ª. Estrofe da música “Um Certo Galileu”, composta pelo Pe. Zezinho.

Feliz Páscoa !!!

Humberto Almeida

Resposta:

Obrigada, Gilberto. Também fiquei feliz de ver minha opinião divulgada no jornal. Sinal de que  nem tudo está perdido.

Assisti ao espetáculo pelo menos duas vezes. Era muito bom! Uma apresentação ao ar livre, com aspectos regionais e que continha efeitos especiais, e muitos outros elementos que atraiam milhares de famílias ao Dique do Tororó. Foi uma pena ter terminado. Espero que o próximo prefeito resgate  o evento que já fazia parte do calendário dos baianos.

E obrigada pelas sugestões. Vou conferir.

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E-mail:

Senhora Fernanda,

 Li hoje sua carta publicada no jornal A Tarde , à respeito da Paixão de Cristo e o prefeito João Henrique. 

Peço que a Senhora se informe melhor sobre os protestantes, pois da forma que suas idéias foram colocadas, passou-se a impressão que os evangélicos tem algo contra a Paixão de Cristo. Caso não saiba, este evento  para eles é um fato  tão importante ou até mais que os próprios católicos. 

Sua associação foi errada, ligando política e religião, já que religiosamente, ele não tinha motivo nenhum para impedir a paixão,  muito pelo contrário. 

Alexandre Figueiredo.

Resposta:

Oi, Alexandre. Respeito sua opinião, mas se o prefeito não tinha motivo para impedir o evento, porquê o fez? Inclusive, no dia do debate televisivo de candidatos à prefeitura de Salvador, quando perguntado o motivo de ter acabado com o espetáculo, o prefeito sequer teve resposta. Afinal, não existe razão plausível para o ocorrido, por tudo que aqui já foi exposto.

E por fim, quem está com um turismo tão mal, com grandes hotéis fechando as portas, deveria buscar alternativas para atrair mais turistas e não destruir as opções existentes.

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Cara Fernanda!
 
Parabéns pela sua missiva. Desde quando fora proibida pela prefeitura a realização da peça teatral da Paixão de Cristo e de Natal pela Prefeitura que eu escrevi para diversos órgãos da imprensa e tentei fazeruma campanha. Estranhamente as minhas escritas não foram publicadas, em especial no A Tarde. Vou aproveitar o seu embalo e tentar voltar a protestar contra o que acredito seja uma DISCRIMINAÇÃO RELIGIOSA E RACIAL.

Peço-lhe orientação como fazer para escrever para o ESPAÇO DO LEITOR do Jornal A Tarde.

Grato e estou à disposição nesta campanha contra a DISCRIMINAÇÃO RELIGIOSA. A informação que tenho é que os evangélicos NÃO aceitam NADA que seja feito no Dique do Tororó em virtude das Santidades do Candomblé que ali foram instalados. Na época os Evangélicos entraram com um Mandado de Segurança contra a Prefeitura e eu intervir no feito defendendo os interesses dos AFRO-DESCENDENTES. Cheguei a participar de um debate AO VIVO pela TV Bandeirantes no Programa Jogo Aberto que tinha como apresentador Mário Kérterz, além de diversas entrevistas que dei pela imprensa.

Gilberto Ribeiro

Resposta:

Pois é, Gilberto. Nem sabia deste mandado de segurança. Depois tem gente que ainda quer dizer que eles não tem interesse no feito.

E quanto ao jornal A Tarde, sempre tenho opiniões publicadas na coluna correspondente, independente do tema. Analise a relevância assunto no momento e a linguagem utilizada.  Leia a própria coluna para conferir como os leitores escrevem.

E o mais importante, não desista. Nem tudo que é mandado por nós chega a ser publicado. Mas, tente, revise o texto, melhore. Uma hora sua opinião estará lá.

E estamos de olho!

Não vamos deixar morrer nossas tradições católicas, africanas ou de qualquer origem que seja.

Continuaremos na luta para divulgar esta censura e a utilização da máquina estatal movida por opiniões particulares.

Conte com a minha ajuda.

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Para ter acesso ao post com a publicação clique aqui.

Paixão de Cristo censurada

2 abr

O prefeito João Henrique conseguiu acabar com o evento que ocorria nas águas do Dique do Tororó.

Foto: Site da CONDER

A Paixão de Cristo que acontecia no período pascal foi abolida pelo atual prefeito que é protestante.  A manifestação já fazia parte da cultura baiana, no entanto, foi destituída em nome de uma religião que nem representa a maioria da população.

Quem participou pode atestar a beleza do evento que, inclusive, utilizava sempre um ator negro para representar Jesus Cristo.

Mais uma vez a máquina estatal foi movida por interesses próprios. Afinal, a Paixão de Cristo além de ser uma representação cultural, continha características únicas, capazes de transformá-la em um grande evento, a ponto de alavancar o setor turístico nesta época do ano. Pois, nossa cidade que não produz sequer água de coco, sendo subsidiada pela produção de cidades vizinhas, vive (ou deveria) da indústria de serviços.

Mas, pelo visto o sr. prefeito não está interessado em nada disso. Pouco importa os anseios da população ou o significado que  a Páscoa tem para o povo católico da Bahia. Nem o argumento de que o evento poderia atrair turistas e consequentemente gerar divisas foi considerado.

Mais algum desejo sr. João Henrique? Tenho até medo…

E o pior é que a população fica inerte. Nada se comenta, nada se cobra. Acorda, meu povo!!!!!!!!!!!!

Texto publicado no jornal A TARDE em 04/04/2010, pág. A2. Confira aqui!